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14 de novembro de 2019

Ainda Sofia ...



Poema AS ONDAS  com interpretação original da aluna Ema, 5.º ano.

8 de novembro de 2019

Centenário de Sophia de Melllo Breyner Andresen


HÁ MUITO


Há muito que deixei aquela praia
De grandes areias e grande vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa.

(Dual, 1972)



23 de março de 2018

Acontece de 19 a 23 março ...


Imagens de diferentes apontamentos poéticos que já aconteceram nesta semana.

3 de maio de 2013

Concurso do Dia da Mãe

imagem daqui
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     No próximo dia 5 de maio, comemora-se o Dia da Mãe. A Biblioteca Escolar resolveu lançar o concurso de poesia "PresenteArte" que iniciou a 29 de abril e se prolonga até ao próximo dia 9 de maio. O concurso destina-se a todos os alunos do Agrupamento de escolas de Manteigas, desde a educação pré-escolar ao 3.º ciclo do ensino básico. O objetivo deste concurso é presentear todas as mães com poesias alusivas ao dia, desenvolver o gosto pela poesia e ilustração, e acima de tudo, trazer ao de cima a imaginação que mora em todos nós. Num misto de sentimentos e letras, pretendemos prolongar o Dia da Mãe ao longo do mês de maio. Participem!

25 de fevereiro de 2013

Dia Internacional da Língua Materna

     No passado dia 21 de fevereiro, a BE comemorou o Dia Internacional da Língua Materna com a atividade "No baloiço da inspiração".
     Juntando o Dia Mundial da Poesia (21 de março) que este ano ocorre na segunda interrupção letiva, com o Dia Internacional da Língua Materna, alunos, professores e assistentes operacionais abraçaram a atividade, tendo lido e recitado poesia no baloiço da inspiração, ao longo dos intervalos das atividades letivas. Todos os que se sentavam no baloiço ficavam inspirados, e como por magia, recitavam poemas em língua materna, nomeadamente de Fernando Pessoa e Sophia Andresen, e também em inglês, alusivamente ao dia da poesia.
     Ao longo do dia, os utentes da BE puderam também  ver e ouvir o vídeo com dez poemas de Forbela Espanca, recitados por Eunice Munõz em http://www.youtube.com/watch?v=AzqZJVlTt7o.
     Os nossos agradecimentos bibliotecários a todos os que participaram na atividade.
     Continuem a ler e recitar poesia! 



21 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia

Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia, aproveitamos para divulgar um texto, muito a propósito, de Elsa Ligeiro, editora de poesia.

A 21 de Março celebra-se o Dia Mundial da Poesia. A UNESCO, em 1999, para preservar a diversidade Linguística da Humanidade, decidiu criar um Dia que servisse para reflectir a identidade dos povos a partir da sua Língua.
Portugal já o faz há algumas décadas porque o dia da sua identidade multicultural, 10 de Junho, é também o do maior poeta de Língua Portuguesa: Luís Vaz de Camões. Por Portugal ser um país de Poetas? Sim, penso que este lugar-comum tem mais profundidade do que aparenta. Mas não pela versão popular que há em cada português um lírico.
A Poesia, ao contrário do que pensam muitos, não é um jeito especial para a rima. Há grandes poetas que não só rejeitam a rima, como insistem em fugir à sua música. Apenas porque o que procuram acima de qualquer toque de prazer, ou beleza, é a verdade sublime das coisas.
A procura da verdade, do saber, é o primado da poesia. Mas também ir ao fundo, mais fundo, da identidade humana e social. O que é ser humano. Qual o nosso limite para nos conhecermos e nos relacionarmos com os outros. Porque amamos e odiamos. Porque somos altruístas e vingativos. Porque nos transcendemos na paixão e nos suicidamos no desespero. Porque toleramos ditadores e fazemos revoluções. Sei que todas as ciências sociais têm uma, ou duas, destas preocupações humanas para resolver. A Poesia e a Filosofia têm-nas no seu conjunto. Mas enquanto a Filosofia procura o ontológico para pensar o mundo, a poesia ousa fazê-lo a partir de dentro (há quem goste do coração como metáfora). De dentro, e do mais profundo poço da razão, do amor e do ódio que é possível ao que é humano.
É por isso (e só por isso) que a poesia exige esforço e empenhamento de todos os sentidos. A quem a escreve e a quem a lê. Eduardo Lourenço lembra-nos que:
“a Poesia – quer dizer a longa trama dos poemas onde a humanidade a si mesma se construiu, a única Arca de Noé que sobrevive a todos os dilúvios – não é a nossa maneira de nos evadirmos do que somos, mas de nos apercebermos de quem verdadeiramente somos. É uma barca de palavras, mas tem o poder de transfigurar o que é opaco e não humano naquela realidade que tem um sol no meio e chamamos vida, a nossa vida, a nossa única vida”.
Se hoje, ao olharmos para um livro de poesia, fino, pequeno, reduzido ao essencial, este não tem a força de nos interpelar, é porque o poder nos vigia e ameaça. Com o peso das palavras que transformam a linguagem e a comunicação num palavreado demagógico com que esse poder insiste em confirmar a sua (pouca) importância. Não será este o momento certo para perguntar se não nos condenaram já à pena capital do medo? Como a seu tempo nos avisou, com a sua habitual lucidez, o poeta Alexandre O’Neill, no seu Poema pouco original do medo.
Elsa  Ligeiro