23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor


Para assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se celebra anualmente a 23 de Abril, deixamos aqui uma Mensagem aos Leitores, da autoria do escritor Francisco José Viegas.

Leitores
O que hoje comemoramos é muito mais do que o Dia do Livro, a sua euforia, a sua utilidade, o seu dia. Hoje, a propósito do Livro – e dos autores – assinalamos o modo como a humanidade resistiu à barbárie, como ela descobriu e fixou a poesia, o tempo, as epopeias, as paisagens, as aldeias recolhidas nas planícies, os pinhais abrigados num declive, a voz humana, o empréstimo do horror e da crueldade, a hora de dizer ‘não’ e a hora de dizer ‘sim’, as portas abertas numa casa vazia.
Assinalamos também, neste dia, o facto de as palavras terem um destino que se prolonga até onde formos capazes de levar algumas ideias tão simples, como a ideia de livro, a ideia de leitura, a de biblioteca, de partilha, de invenção, de página em branco, a de perdição por um romance ou por uma história repetida, repetida, repetida ao longo dos tempos.
Comemoramos este dia – de entre todos os outros – porque sabemos que a vida pode ser mudada por um livro, por um autor; que a nossa vida está perdida e, ao mesmo tempo, reunida nessas páginas de livros que passaram pelas nossas mãos ou aguardam o encontro entre a curiosidade e a pacificação, entre o gosto pela leitura e o gosto pela vida, entre as coisas que fomos e o que ainda havemos de ler.
Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados. Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores.
Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias.
Francisco José Viegas

2 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil


Comemora-se hoje o Dia Internacional do Livro Infantil, dia em que nasceu o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Deixamos, por isso, duas sugestões muito interessantes:
o blogue Letra pequena, de Rita Pimenta, com inúmeras sugestões para comemorar este dia;
um excelente site com contos de Hans Christian Andersen.
Boas leituras!

27 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro

Hoje é o Dia Mundial do Teatro.
Podíamos escrever um texto a esse respeito, mas não vamos fazê-lo. Não porque a efeméride não seja digna de tal acto, porque o é. Não vamos fazê-lo porque já alguém o fez, e de uma forma tão sublime que nada temos a acrescentar. Falamos de uma escritora que nos é muito querida, a quem a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) pediu, este ano, que escrevesse a Declaração do Dia Mundial do Teatro: Margarida Fonseca Santos. Transcrevemos, por isso, as suas palavras, enaltecedoras não só desta forma de arte, como de um dos principais direitos de todo o ser humano - a LIBERDADE.


Dizer onde começa e acaba o fascínio do teatro é, para mim, dizer onde começa e acaba o fascínio pela vida, pela interacção entre pessoas, culturas, hábitos adquiridos ou impostos, liberdades conquistadas ou suprimidas. Dizer qual é o papel do teatro nos dias de hoje, como sempre, é realçar o papel de tornar visível o que a mente pode não conseguir ou não se atrever a ver, trazer à emoção os sorrisos adivinhados e sentidos, trazer à luz da sociedade as dores infligidas e sofridas, mesmo até as que são aceites e as que não nos atrevemos a rejeitar. O teatro é, e sempre será, o palco onde a vida se pode mostrar e onde se constrói vida para além da que vivemos, levando-nos a sonhar, equacionar e arriscar. Para mim, é isto o teatro.
Quis o meu percurso pela dramaturgia que me cruzasse com assuntos ligados ao conhecimento e também à memória do nosso país. Aceitei o desafio de trazer para o palco datas e personalidades deste lugar a que chamo o meu país. Assim, cruzei-me com Pedro Álvares Cabral e Pêro Vaz de Caminha, com os destemidos aviadores, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, escrevi sobre a vida deste povo que se espalhou pelo mundo para que não seja esquecida. Mas também me cruzei com a história mais recente, escrevendo sobre a crise académica de 1962, sobre D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, e sobre a filha do último Director da PIDE, Annie Silva Pais. Nestas três últimas peças, um denominador comum, que o 25 de Abril veio derrubar – a ditadura que reinou em Portugal.
A Revolução dos Cravos apanhou-me no liceu, mas já antes me vira confrontada com familiares perseguidos e presos, aprendendo como a tortura e a asfixia do pensamento imperaram durante quarenta e oito longos anos. Foi uma revolução branda, embora incontornável, impondo a liberdade através de caminhos que nunca antes havíamos experimentado. Para trás ficaram anos onde a brandura não teve lugar na forma como se trataram os opositores ao regime.
Abracei estes desafios porque acredito que o teatro tem a função de relembrar o que aconteceu, para que o adormecimento das recordações não ganhe espaço no nosso viver. Servi-me da ficção para contar as verdades, servi-me da verdade para ficcionar as histórias em palco. Construí estes textos para que as gerações mais novas não esqueçam o papel da liberdade na vida que levam, mas sobretudo para homenagear todos aqueles que, levantando-se contra a ditadura, perderam a sua liberdade, a sua pátria e até a sua vida.
Acredito que, hoje e sempre, o papel do teatro é manter viva a memória do que fomos e somos, do que sofremos e ganhámos, do que podemos sonhar e construir porque houve quem lutasse por nós, anos a fio, porque conquistámos a liberdade de falar e crescer. No momento em que, como dramaturga, me vejo a caminho do banco dos réus por ter levado à cena o tema da opressão fascista, recuso-me a aceitar que alguma vez tenha de calar esta obrigação cívica. Continuarei, sempre, a trazer para o palco a coragem daqueles que lutaram pela nossa liberdade.

Margarida Fonseca Santos

26 de março de 2011

Balbúrdia no Paraíso

Foi com enorme satisfação que recebemos, pelo segundo ano consecutivo, o grupo de teatro "Os Verguinhas".
Este ano, a peça escolhida para assinalar o Dia Mundial do Teatro foi "Balbúrdia no Paraíso", em estreia nacional no Centro Cívico da vila.
Quem esteve presente pode confirmar: é de morrer a rir, do início ao fim!


Create your own video slideshow at animoto.com.

25 de março de 2011

Sessões com o escritor Luís Filipe Cristóvão

Foi no passado dia 23 que recebemos a visita do escritor Luís Filipe Cristóvão.
Pode(s) ver as imagens e ler o que o escritor escreveu acerca da sua visita a Manteigas aqui.
Publicamos também dois trabalhos realizados por alunos do 1º Ciclo a propósito desta actividade.







Texto da Daniela Carvalho, da turma 3 do 3º ano, a propósito da visita do escritor Luís Filipe Cristóvão:

No dia 23 de Março de 2001, às 13h30 os alunos do 3º e 4º ano foram à biblioteca da nossa escola.
Neste local encontrava-se o escritor Luís Filipe Cristóvão e a professora bibliotecária.
As senhoras professoras apresentaram-nos o escritor e nós começámos a entrevistá-lo com perguntas sobre a sua vida pessoal, o seu clube, o seu animal preferido...
Ao fim da entrevista houve uma sessão de autógrafos para quem queria.
A seguir dirigimo-nos para o jardim onde plantámos um azevinho e o escritor leu um poema para comemorar o Dia da Árvore, o Dia da Água e da Poesia.


Trabalho realizado pela Mafalta Carvalhinho sobre o livro de Luís Filipe Cristóvão, Afonso e o Livro:
(Este trabalho pode ser lido aqui.)

22 de março de 2011

Teatro na Vila

É já no próximo dia 25 de Março que "Os Verguinhas" regressam a Manteigas. Não perca(s)!


Uma peça de teatro pode correr muito mal se algumas personagens não souberem o seu papel…se outras não aparecerem …se o director for um tonto…se o público não gostar…se…se…
Assista à estreia da peça “Balbúrdia no Paraíso” e fique a conhecer toda a verdade acerca de como Deus criou o mundo…

Feira do Livro


Lembramos que está a decorrer a Feira do Livro na nossa escola. Visite-nos e, sobretudo, leia! Porque "a leitura torna o mundo mais inteligível e as pessoas mais inteligentes."