14 de junho de 2011

Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens Básico 2011

Nos dias 2 e 3 de Maio, a Assembleia da República acolheu mais uma Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens Básico.
Às  alunas Mariana Falcão e Teresa Portugal os nossos parabéns, participantes pela primeira vez nesta iniciativa, que representaram bem o Distrito que os elegeu, bem como a nossa Escola, desempenhando o papel de Deputado o melhor possível.
A aluna Inês Correia, do 9º ano de escolaridade, fez o papel de repórter na Sessão Nacional.
Pode ler aqui a REPORTAGEM dos dois dias, que irá participar no concurso “Reportagem Parlamento dos Jovens” 2011.
Prof. António Carvalhinho

25 de maio de 2011

Porque é que os animais não conduzem?

A pergunta foi lançada pelo escritor Pedro Seromenho, nas últimas páginas do seu livro: "Já agora, diz-me: conheces outros animais que não possam conduzir? E porquê?"
Os nossos alunos decidiram aceitar o desafio e produziram os trabalhos que aqui pode(s) ver, e que foram amplamente elogiados pelo escritor.


(Para ver todos os trabalhos clique sobre a imagem.)

Sessões com o escritor Pedro Seromenho

É já a terceira vez que o escritor e ilustrador Pedro Seromenho visita o nosso Agrupamento.
Desta vez, os alunos contemplados com a sua visita foram os alunos do Pré-Escolar e do 1º ano.
Foram duas sessões muito animadas, em que o escritor explicou Porque é que os animais não conduzem e em que levou os alunos a mergulhar num mundo de fantasia.


19 de maio de 2011

Quem conta um conto...

Estão encontrados os vencedores do concurso literário "Quem conta um conto...acrescenta um ponto", promovido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo semanário Sol. Os textos vencedores podem ser lidos aqui.
Quanto a nós, aproveitamos para divulgar mais um excelente texto de um dos nossos alunos, o Francisco Moreira, do 6.ºC, que deu seguimento à Mensagem de Fernando Pessoa, adaptada para os mais novos por Mafalda Ivo Cruz. 
Boas leituras!

23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor


Para assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se celebra anualmente a 23 de Abril, deixamos aqui uma Mensagem aos Leitores, da autoria do escritor Francisco José Viegas.

Leitores
O que hoje comemoramos é muito mais do que o Dia do Livro, a sua euforia, a sua utilidade, o seu dia. Hoje, a propósito do Livro – e dos autores – assinalamos o modo como a humanidade resistiu à barbárie, como ela descobriu e fixou a poesia, o tempo, as epopeias, as paisagens, as aldeias recolhidas nas planícies, os pinhais abrigados num declive, a voz humana, o empréstimo do horror e da crueldade, a hora de dizer ‘não’ e a hora de dizer ‘sim’, as portas abertas numa casa vazia.
Assinalamos também, neste dia, o facto de as palavras terem um destino que se prolonga até onde formos capazes de levar algumas ideias tão simples, como a ideia de livro, a ideia de leitura, a de biblioteca, de partilha, de invenção, de página em branco, a de perdição por um romance ou por uma história repetida, repetida, repetida ao longo dos tempos.
Comemoramos este dia – de entre todos os outros – porque sabemos que a vida pode ser mudada por um livro, por um autor; que a nossa vida está perdida e, ao mesmo tempo, reunida nessas páginas de livros que passaram pelas nossas mãos ou aguardam o encontro entre a curiosidade e a pacificação, entre o gosto pela leitura e o gosto pela vida, entre as coisas que fomos e o que ainda havemos de ler.
Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados. Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores.
Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias.
Francisco José Viegas

2 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil


Comemora-se hoje o Dia Internacional do Livro Infantil, dia em que nasceu o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Deixamos, por isso, duas sugestões muito interessantes:
o blogue Letra pequena, de Rita Pimenta, com inúmeras sugestões para comemorar este dia;
um excelente site com contos de Hans Christian Andersen.
Boas leituras!

27 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro

Hoje é o Dia Mundial do Teatro.
Podíamos escrever um texto a esse respeito, mas não vamos fazê-lo. Não porque a efeméride não seja digna de tal acto, porque o é. Não vamos fazê-lo porque já alguém o fez, e de uma forma tão sublime que nada temos a acrescentar. Falamos de uma escritora que nos é muito querida, a quem a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) pediu, este ano, que escrevesse a Declaração do Dia Mundial do Teatro: Margarida Fonseca Santos. Transcrevemos, por isso, as suas palavras, enaltecedoras não só desta forma de arte, como de um dos principais direitos de todo o ser humano - a LIBERDADE.


Dizer onde começa e acaba o fascínio do teatro é, para mim, dizer onde começa e acaba o fascínio pela vida, pela interacção entre pessoas, culturas, hábitos adquiridos ou impostos, liberdades conquistadas ou suprimidas. Dizer qual é o papel do teatro nos dias de hoje, como sempre, é realçar o papel de tornar visível o que a mente pode não conseguir ou não se atrever a ver, trazer à emoção os sorrisos adivinhados e sentidos, trazer à luz da sociedade as dores infligidas e sofridas, mesmo até as que são aceites e as que não nos atrevemos a rejeitar. O teatro é, e sempre será, o palco onde a vida se pode mostrar e onde se constrói vida para além da que vivemos, levando-nos a sonhar, equacionar e arriscar. Para mim, é isto o teatro.
Quis o meu percurso pela dramaturgia que me cruzasse com assuntos ligados ao conhecimento e também à memória do nosso país. Aceitei o desafio de trazer para o palco datas e personalidades deste lugar a que chamo o meu país. Assim, cruzei-me com Pedro Álvares Cabral e Pêro Vaz de Caminha, com os destemidos aviadores, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, escrevi sobre a vida deste povo que se espalhou pelo mundo para que não seja esquecida. Mas também me cruzei com a história mais recente, escrevendo sobre a crise académica de 1962, sobre D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, e sobre a filha do último Director da PIDE, Annie Silva Pais. Nestas três últimas peças, um denominador comum, que o 25 de Abril veio derrubar – a ditadura que reinou em Portugal.
A Revolução dos Cravos apanhou-me no liceu, mas já antes me vira confrontada com familiares perseguidos e presos, aprendendo como a tortura e a asfixia do pensamento imperaram durante quarenta e oito longos anos. Foi uma revolução branda, embora incontornável, impondo a liberdade através de caminhos que nunca antes havíamos experimentado. Para trás ficaram anos onde a brandura não teve lugar na forma como se trataram os opositores ao regime.
Abracei estes desafios porque acredito que o teatro tem a função de relembrar o que aconteceu, para que o adormecimento das recordações não ganhe espaço no nosso viver. Servi-me da ficção para contar as verdades, servi-me da verdade para ficcionar as histórias em palco. Construí estes textos para que as gerações mais novas não esqueçam o papel da liberdade na vida que levam, mas sobretudo para homenagear todos aqueles que, levantando-se contra a ditadura, perderam a sua liberdade, a sua pátria e até a sua vida.
Acredito que, hoje e sempre, o papel do teatro é manter viva a memória do que fomos e somos, do que sofremos e ganhámos, do que podemos sonhar e construir porque houve quem lutasse por nós, anos a fio, porque conquistámos a liberdade de falar e crescer. No momento em que, como dramaturga, me vejo a caminho do banco dos réus por ter levado à cena o tema da opressão fascista, recuso-me a aceitar que alguma vez tenha de calar esta obrigação cívica. Continuarei, sempre, a trazer para o palco a coragem daqueles que lutaram pela nossa liberdade.

Margarida Fonseca Santos